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Segundo alguns índices, extraídos de mídias online (refiro-me aos veículos tradicionais), no Brasil, morreram mais de 60 mil pessoas por morte violenta ao longo do ano de 2015. Leia-se, portanto, homicídios, latrocínios, torturas, esquartejamentos, resumindo – para que não escorra mais sangue na sua tela -, tudo que traria inveja aos torturadores mais capacitados de Josef Stalin.
No nosso contexto, não é um absurdo concluir que morrer do pior tipo de câncer tornou-se uma dádiva dos deuses.
Este número é tão assombroso que, se pegarmos, para somar, os períodos mais tensos da política brasileira, tais como as revoltas ocorridas no Período Regencial, A Guerra do Paraguai e o Período Militar, o resultado absoluto não ultrapassa este número estatístico do ano que se findou – e olha que fui generoso, botei na conta até os desaparecidos. Observem:

  • Período Regencial: 15.000 mortos
  • Guerra do Paraguai: 40.000 brasileiros mortos
  • Período militar: 434 (entre mortos e desaparecidos).
  • Total: 55.434 mortos.

O que quero dizer com estes dados? Mais do que os provocar, quero salientar que a pior fase de nossa história é a atual, seja na conjuntura social ou na fabricação de tiranias políticas que tornam os nossos estados federativos verdadeiros palcos de guerra.
Por fim, deixo-lhes uma sugestão: providenciem passagens só de ida para algum local mais seguro, sugiro, por exemplo, o Iraque.